Barão Vermelho sem Frejat ainda é Barão Vermelho!?

Goffi, Barros, Suricato, Santos e Magalhães, a nova cara do Barão Vermelho (foto por Leo Martins/O Globo)

O que justifica manter uma banda? A vontade de um grupo em permanecer unido e com tesão para tocar para seu público? E se a formação original ou clássica não é mais a mesma? Deve continuar com o nome que consagrou aquela fase? Acredito que cada caso é um caso. Deve se avaliar o todo. No caso do Barão Vermelho, sem o guitarrista e vocalista Roberto Frejat, na minha opinião sim, ainda é o Barão Vermelho.

A saída de Frejat foi anunciada ontem, 17 de janeiro, e em seu lugar entra Rodrigo Suricato, músico da banda Suricato e amigo dos remanescentes Barões. A formação atual, além de Suricato, traz a volta definitiva de Maurício Barros (tecladista) fundador original do Barão Vermelho ao lado de Guto Goffi (bateria), Fernando Magalhães (guitarra) e Rodrigo Santos (baixo), integrantes da fase dois do grupo, quando Frejat assumiu os vocais da banda, após a saída de Cazuza em 1985.

Para Guto, “uma banda de rock, nada mais é do que a vontade de estar juntos. Agora nós temos todos os ingredientes para isso”. Esta declaração foi dada pelo músico no perfil oficial do Barão, no Facebook.

As opiniões dos fãs estão bastante divididas nas redes sociais. Enquanto uns saúdam o retorno da banda aos palcos, outros discordam da volta por considerar que o Barão sem Frejat não é a mesma coisa. Porém, devemos lembrar que o próprio grupo sobreviveu a saída de seu principal compositor e vocalista em 1985. Quando Cazuza saiu do grupo, muitos não levaram fé de que o Barão iria sobreviver por muito tempo.

Rodrigo Suricato escreveu em seu perfil do Instagram como é “(…) honroso e desafiador convite de cantar e tocar guitarra na maior banda de rock do Brasil” e que  “como artista, naturalmente curioso e interessado, me sinto muito atraído por novas formas de expressão. Ser plural, musicalmente falando, é a maior prova de fidelidade que posso dar ao artista que sou hoje”. Suricato está ciente que as críticas são inevitáveis, mas que está preparado para isto.

 

 
 
 
 
 
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Frejat por sua vez segue com dedicação à carreira solo, que nunca se equivaleu a trajetória do Barão. Para ele, o grupo se reuniria apenas em datas comemorativas, a cada 10 anos, por exemplo. Em entrevista para a Folha Ilustrada, o cantor disse que o Barão chegou a uma fase que deve qualificar o trabalho que foi construído ao longo destes 35 anos. “É um estágio celebratório e não mais de dar sequência com material inédito”.

Sal

Jornalista, blogueiro, letrista, já fui cantor em uma banda de rock, fotógrafo, fã de música, quadrinhos e cinema...

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